quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Bondade

BONDADE
Emmanuel

Ao apelo do Divino Mestre, recomendando-nos “sede perfeitos”, evitemos a indesejável resposta da aflição.
Ninguém pode trair os princípios de seqüência que governam a natureza e o tempo será sempre o patrimônio divino, em cujas bênçãos alcançaremos as realizações que a vida nos reclama.
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Ante de cogitar a colheita atendamos à sementeira.
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Antecipando a construção do teto de nossa casa espiritual, no aprimoramento que nos cabe atingir, edifiquemos os alicerces no chão de nossas possibilidades humildes, erguendo sobre eles as paredes de nossa renovação, a fim de não nos perdermos em movimento vazio.
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Iniciemos a perfeição de amanhã com a bondade de hoje.
Ninguém é tão deserdado no mundo que não possa começar com o êxito necessário.
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Não intentes curar o enfermo de momento para outro. Cede-lhe algumas gotas de remédio salutar.
Não busques regenerar o delinqüente a rudes golpes verbais. Auxilia-o, de algum modo, oferecendo-lhe algumas frases de fraternidade e compreensão.
Não procures estabelecer a realidade num gesto impetuoso e de esclarecimento espetacular, acreditando desfazer as ilusões de muito tempo, em um só dia. Enceta a obra do reajuste espiritual com os teus pequeninos gestos de sinceridade à frente de todos.
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Não suponhas seja possível a milagrosa transformação de alguém, no caminho empedrado da crueldade ou da ignorância. Faze algo que possa servir por plantação inicial de luz no espírito que te propões reformar.
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E, ainda, em se tratando de nós, não julgues seja fácil converter nossa própria alma para Jesus, num instante rápido. Trazemos conosco vasto acervo de sombras e precisamos serenidade e diligência para desintegrá-las, pouco a pouco, ao preço de nossa própria submissão à Lei do Senhor que nos rege os destinos.
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Se realmente nos dispomos à aceitação do ensinamento do Divino Mestre, usemos a bondade, em todos os momentos da vida. Bondade para com o próximo, bondade para com os ausentes, bondade para com os nossos opositores, bondade para com todas as criaturas que nos cercam.
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A bondade é a chave da simpatia e do conhecimento com que descerraremos a passagem para as Esferas Superiores.
Com ela, seremos mais humanos, mais amigos e mais irmãos.
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Avancemos com a bondade por norma de ação, retificando em nossa estrada os aspectos e experiências que nos desagradam na estrada dos outros e, desse modo, estejamos convencidos de que o sonho de nosso aperfeiçoamento encontrará, em breve futuro, plena concretização na Vida Maior.

Livro "Tocando o Barco" - Psicografia Francisco Candido Xavier – Espírito Emmanuel


EM LOUVOR DA BONDADE


Emmanuel

Se a sabedoria popular situou na Terra o culto da fraternidade no primeiro dia de cada ano não nos esqueçamos de que a Lei do Senhor nos induz a procurar a bondade para o alicerce das nossas horas de cada dia.
Quem se confia ao luxo de sustentar adversários, tece a rede em que lhe paralisam as concepções e em que se lhe estagnam os sentimentos.
A natureza sempre sábia oferece-nos em seus mínimos departamentos a lição de interdependência e de tolerância para que a vida alcance os elevados fins a que se dirige.
Se a semente hostilizasse a cova que lhe subtrai a vida da claridade solar, a mesa não receberia a bênção do pão.
Se o solo recusasse o concurso da lâmina que o fere, a esterilidade converteria o campo num imenso deserto.
Se a madeira guerreasse o enxó que lhe aplaina as arestas, desapareceriam as comodidades da civilização.
Se a atmosfera duelasse com a tempestade, o ar não se purificaria.
É indispensável receber os atritos da existência e suportá-los com humildade heróica, se nos achamos realmente interessados na aquisição de progresso efetivo.
E semelhantes atritos, de mil modos diferentes, nos atingem as tarefas diárias, na interferência, na opinião, na visita ou no conceito daqueles que, de pronto, ainda não nos podem compreender.
Reconheçamos que nem todos conseguem observar o mundo e a vida pelos nossos olhos ou pelo nosso modo de ser.
Cada criatura se caracteriza pelo degrau evolutivo em que temporariamente estagia.
Assim sendo busquemos o Cristo para confidente de nossas inclinações afetivas, orientador de nossos trabalhos, juiz de nossos sentimentos, companheiro de nossa jornada e, nas expressões do amor, do serviço, do ideal e da luta a que somos chamados cada hora, tê-lo-emos por Mestre Infalível e por Amigo Generoso a garantir a paz por luz sublime em nós mesmos.
Fazer inimigos é leviandade que devemos corrigir.
Cultivá-los é loucura capaz de arrojar-nos a sinistros despenhadeiros.
Começando cada Ano Novo sob o signo da fraternidade, atendamos com o Senhor à necessidade de sermos melhores, uns para com os outros, no transcurso de cada dia.
Psicografia Francisco Cândido Xavier Livro FÉ, PAZ E AMOR



A  LIÇÃO  DA  BONDADE
Meimei

Quando Jesus entrou vitoriosamente em Jerusalém, montado num burrico, eis que o povo, alvoroçado, vinha vê-lo e saudá-lo na praça pública.
Muitos supunham que o Mestre seria um dominador igual aos outros e bradavam:
- Glória ao Rei de Israel!...
- Abaixo os romanos!...
- Hosanas ao vencedor! ...
- Viva o Filho de David!... Viva o Rei dos Judeus!...
E atapetavam a rua de flores.
Rosas e lírios, palmas coloridas e folhas aromáticas cobriam o chão por onde o Salvador deveria passar.
O Mestre, contudo, sobre o animalzinho cansado, parecia triste e pensativo. Talvez refletisse que a alegria ruidosa do povo não era o tipo de felicidade ele desejava. Queria que ver o povo contente, mas sem ódio e sem revolta, inspirado pelo bem que ajuda a conservação das bênçãos divinas.
O glorificado montador ia, assim, em silêncio, quando linda jovem se destacou da multidão, abeirou-se dele e lhe entregou uma braçada de rosas, exclamando:
- Senhor, ofereço-te estas flores para o Reino de Deus.
O Cristo fixou nela os olhos cheios de luz e indagou:
- Queres realmente servir ao Reino do Céu?
- Oh! Sim... - disse a moça, feliz.
- Então - pediu-lhe o Mestre -, ajuda-me a proteger o burrico que me serve, trazendo-lhe um pouco de capim e água fresca.
A jovem atendeu prontamente e começou a compreender que, na edificação do Reino Divino, Jesus espera de nós, acima de tudo, a bondade sincera e fiel do coração.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei.



bondade
                                                           João de Deus
Vê-se a miséria desditosa
Perambulando numa praça;
Sob o seu manto de desgraça
Clama o infortúnio abrasador.

Eis que a Fortuna se lhe esconde;
E passa o gozo, muito ao largo;
E ela chora, ao gosto amargo,
O seu destino, a sua dor.

Mas eis que alguém a reconforta:
É a bondade. Abre-lhe a porta;
E a fada, à luz dessa manhã,

Diz-lhe, a sorrir: – Tens frio e fome‘?
Pouco te importe qual meu nome,
Chega-te a mim: sou tua irmã.

Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


PALAVRA  BONDADE

                                                                       André Luiz

A palavra de bondade é uma semente de simpatia.
O conceito otimista é luz no caminho.
O diálogo construtivo é terapêutica restauradora.
Livro Agenda de Luz - Francisco Cândido Xavier


O  HOMEM  BOM
Emmanuel
Reunião pública de 6-7-59
Questão nº 918

Conta-se que Jesus, após narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou sutil:
- Mestre, que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:
- Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.
Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.
Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.
Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te ilumina o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.
Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que lhe buscasse testemunhar entendimento.
Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.
Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te acalmarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.
Imagina-te fatigado e intemperante e observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino amigo:
- Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?
- Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo – explicou o interlocutor.
- Então – repetiu Jesus com bondade -, segue adiante e faze também o mesmo.

Livro “Religião dos Espíritos” – Psicografia Francisco Cândido Xavier, Espírito: Emmanuel.


SEJAMOS  BONS


                   Não te aflijas com a perspectiva da perfeição de um dia para outro.
                  
As tarefas redentoras desconhecem o improviso.

                   Ergue-se a casa, tijolo a tijolo.


                   Forma-se o rio, gota a gota.

                   Constitui-se o tecido, fio a fio.

                   O Mestre, por isso mesmo, não espera do discípulo prodígios de santidade, num simples momento, de vez que a virtude não é flor ilusória no jardim sublimado da alma. 
                   Entretanto, se não podemos realizar o aprimoramento numa hora, devemos aprender a lição da bondade, dia a dia. 
                   Sejamos bons para com aqueles que a Divina Bondade situou em nossos próprios passos, auxiliando-os na senda de elevação. 
                   Sejamos bons para com os que caíram na margem de nossa própria estrada, oferecendo-lhes o toque da nossa amizade ou encorajando-lhes o reerguimento com o sorriso de nossa compreensão.

                  Sejamos bons para com as vítimas da maldade, amparando-as sem ruído para que a maledicência emudeça e para que a calúnia imobilize as garras de treva. 
                   Sejamos bons para com os fracos que não podem ainda caminhar sem a neurastenia, sem a queixa e sem a lágrima, sustentando-lhes o coração com os nossos braços fraternos.
Por onde passamos há sempre alguém que espera um pouco de carinho a fim de restaurar-se.
                    Na harmonia da natureza a flor estende o perfume, a ave carreia a música, a fonte desliza servindo e a árvore produz reconforto e alegria exaltando o sol que mergulha na Terra em ondas ilimitadas de luz.
  
                   Por nossa vez ofereçamos a bondade a quem possa por nós ou a quem respira conosco e estaremos louvando a Infinita Bondade do Pai Celestial que, em todos os ângulos da vida, nos envolve em suas Bênçãos de Amor.
Da Obra “Trilha De Luz” – Espírito: Emmanuel –  Psicografia: Francisco Cândido Xavier

 



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